Oiiiiiinnnnn
Vurtei
Orra, verão né?
Calor pra caramba...
Piscina, praia, corpos bronzeados e lalalalalalalalaalalalalalalalaaaaaaaaa
É, eu nunca fui uma pessoa muito de praia/piscina.
Mesmo tendo morado a maior parte da vida em cidades litorâneas (A.K.A: Baixada Santista)
O negócio é que, depois que eu vim morar em BH, eu comecei a sentir falta de praia.
Pois é!
A Pessoa que ia de tênis, calça jeans e casaco (tudo preto) pra praia, hoje sente falta disso.
Acho que é a teoria do "depois que perde...."
E ai, voltando... Quando eu vim morar em BH, e calhou de ser em um condomínio com piscina, eu pensei: legal! Uhull. Amo piscina (bem mais que praia).
E bom, se passaram cinco fuckying anos e eu só fui nessa piscina uma vez.
E ai eu, em casa, desempregada, sem fazer mais nada alem de: comer, dormir e ver séries, estou me torturando há cerca de 3 semanas com uma pergunta:
Por que eu não vou na piscina?
E a resposta, pois mais que eu fique me enganando dizendo "ah, ta cheio de gente, ta cheio de crionça, ta tarde ou ta cedo, ta muito vazio", é na realidade, vergonha.
Sim! Vergonha.
Veja só: eu tenho 1,59. De acordo com um troço chamado de imc que eu acho que nao deveria existir mais, eu ja tava acima do peso no ano passado pesando 62,750 (cada grama conta!).
Como se são bastasse, eu fui me pesar, claro, pra saber se eu deveria continuar me privando de uma das coisas que eu mais gosto de fazer: comer.
E eis que eu me deparo com: 66,200kg. Isso foi duas semanas atrás e eu provavelmente devo ter engordado mais.
Claro, eu sei que a vida sedentária ajuda. Não é nem um pouco saudável.
E ai, quando eu converso com amigos (os legais) sobre isso. Eles dizem:
"Você ta gostosa, você não é gorda, você é linda, põe logo um biquíni e vai pra piscina e para de putaria se não eu dou na sua cara"
Na minha cabeça, ele falam isso por que são meus amigos.
E são legais.
E eu sei que hoje, temos uma campanha linda, embasada em muita sororidade, empoderamento e aumento de autoestima pros corpos das mulheres em seus diferentes formatos.
E eu realmente acho linda.
Até o momento que eu coloco um biquíni, me olho no espelho e penso: NÃO! Melhor ficar aqui maratonando série!
E isso me deixa muito irritada comigo, afinal, eu to me privando de fazer algo que quero por vergonha e medo de opinião alheia.
Você pode pensar: "pff... para de drama e vai logo"
Ah! Como eu queria que fosse fácil.
Por mais que nossas campanhas de empoderamento sejam muito legais e efetivas, é difícil (mas não é impossível) desconstruir uma imagem de corpo que a gente gostaria de ter.
Cada dia, eu luto com essa escolha de ficar em casa reclamando do por que eu não ir pra droga da piscina.
E cada dia eu dou uma desculpa que eu sei que são desculpas.
Tudo por medo de algo que eu não sei se realmente pode acontecer.
Olha só!
Questões mais profundas estão envolvidas? É claro!
Mas hoje eu vou terminar aqui com uma reflexão:
Mesmo sabendo disso tudo, por que a gente continua fazendo o que não quer, por medo de arriscar fazer o que quer?
E não, eu não vou culpar Sartre hoje.
Fui!
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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018
quinta-feira, 5 de outubro de 2017
Guia de como pegar Ranço
Oin
faz tempo né?
Bagarai.
Anyways...
Hoje nós vamos fazer um guia de como pegar ranço!
Primeiramente,foratemer o que é ranço?
É o novo sentimento que ta rolando na internetês.
Tá, saquei... Mas e dai?
E dai que percebi que sou mestre em pegar ranço das pessoas, das coisas, da vida!
Acho que o ranço é um dos sentimentos mais puros que existem. Sério!
É um troço tão simples de acontecer. Que tipo... Só foi. Já era. Pegou ranço.
Então tá. Como eu pego ranço de algo ou como pegam ranço de mim?
Exista.
Pronto. Você ja fez o primeiro passo pra ter/ganhar ranço.
O segundo passo: seja um embuste. É, embuste. Assim você consegue ranço facilmente, e produz ranço facilmente.
Terceiro passo: seja um babaca. (vide explicação do passo dois)
Quarto passo: replique isso no seu dia-a-dia.
Pronto! Você se tornou uma pessoa rançosanem sei se isso existe mas ok
Pegar ranço de gente babaca é muito fácil. Sério.
Tem muitos deles por ai. (Ranço e gente babaca)
E okay, as vezes a gente não consegue escapar do ranço.
Como eu disse ali em cima:
Ele.
Só.
Vem.
E quando você percebe....
PÁ!
Eu não vou ser hipócrita e falar que não pego ranço das coisas.
Não tem por que.
Por que pego.
Muito
Ranço
De
Muita
Coisa.
Tipo gente babaca :D
Então não seja babaca.
Ou seja (babaca), se você quiser que alguém tenha ranço de você ou se você quer ter ranço de alguém.
Sim, me chamei de babaca.
FUI CARAI!
faz tempo né?
Bagarai.
Anyways...
Hoje nós vamos fazer um guia de como pegar ranço!
Primeiramente,
É o novo sentimento que ta rolando na internetês.
Tá, saquei... Mas e dai?
E dai que percebi que sou mestre em pegar ranço das pessoas, das coisas, da vida!
Acho que o ranço é um dos sentimentos mais puros que existem. Sério!
É um troço tão simples de acontecer. Que tipo... Só foi. Já era. Pegou ranço.
Então tá. Como eu pego ranço de algo ou como pegam ranço de mim?
Exista.
Pronto. Você ja fez o primeiro passo pra ter/ganhar ranço.
O segundo passo: seja um embuste. É, embuste. Assim você consegue ranço facilmente, e produz ranço facilmente.
Terceiro passo: seja um babaca. (vide explicação do passo dois)
Quarto passo: replique isso no seu dia-a-dia.
Pronto! Você se tornou uma pessoa rançosa
Tem muitos deles por ai. (Ranço e gente babaca)
E okay, as vezes a gente não consegue escapar do ranço.
Como eu disse ali em cima:
Ele.
Só.
Vem.
E quando você percebe....
PÁ!
Não tem por que.
Por que pego.
Muito
Ranço
De
Muita
Coisa.
Tipo gente babaca :D
Então não seja babaca.
Ou seja (babaca), se você quiser que alguém tenha ranço de você ou se você quer ter ranço de alguém.
Sim, me chamei de babaca.
FUI CARAI!
domingo, 9 de abril de 2017
X-men Origens: Juliana - Parte 2
Essa é a parte dois!
Se você não leu a parte 1, clica Aqui!
Coooooontinuando:
Agora o lado da minha mãe:
Obs: O que sei da história dos meus avós maternos é muito pouco. E o que minha mãe me contou. Eu realmente gostaria de saber mais sobre a historia deles, dos pais deles, dos avós deles.
Minha avó é a segunda mais velha de uma penca de filhos (sério, não sei quantos) e tem alguma descendência de espanhóis, portugueses e italianos. Ela é de Itabirito, interior de Minas. Quando ela tava no fim da adolescência, minha bisavó faleceu com um derrame. Ela e a outra irmã mais velha tiveram que cuidar dos outros irmãos, enquanto meu bisavô trabalhava. Ela não teve a oportunidade de terminar de estudar, e parou na 4ª série. O que realmente não impediu dela ser a melhor economista que eu conheço (não, ela não fez faculdade nem nada do tipo).
Meu avô eu não sei muito sobre a historia dele. Sei que ele é um dos mais velhos de outra penca de irmãos e tem uma descendência de portugueses e italianos. A mãe dele faleceu de um tumor muito nova, e pouco tempo depois o pai dele casou novamente, tendo mais uma penca de filhos. Ele teve a oportunidade de estudar elétrica quando era novo por que trabalhou desde pequeno.
Ele e minha avó se casaram novos (acho que ela tinha 17/18 anos e ele uns 20/21) e já tão quase em bodas de diamante.
Os dois criaram alguns irmãos da minha avó. Tiveram outra penca de filhos (7 ou 8). E eu á perguntei pra minha avó se eles não tinham outra coisa pra fazer. E ela disse que não. .-.
Eles fizeram questão que TODOS os filhos fizessem pelo menos um curso técnico. E também cobram isso dos netos.
Uma das histórias que minha mãe me contou e eu fiquei tipo 😲 foi de quando eles moraram num apê MUITO pequeno e se espremiam nele (não com essas palavras). Eram 10 pessoas. E de acordo com minha mãe, foi uma das melhores fazes da família. Que já tiveram piores.
E você me pergunta agora: Tá, e dai?
E dai, meu amigo, que eu só queria dizer: PARE DE SER BABACA COM AS PESSOAS!
Nós vivemos em um pais com muitas misturas. Com pessoas das mais diversas características.
ENTÃO PARE DE SER BABACA.
As pessoas, independente da cor de pele, ou de onde vieram ou de como falam, são pessoas e esse simples fato já implica em: RESPEITO.
Eu sou descendente de (ate onde eu sei): Italianos, Africanos, Espanhóis, Portugueses e vai saber o que mais!
Eu me orgulho, e muito, dessa minha herança cheia de misturas.
Eu falo de cabeça erguida sobre meus avós e o tanto que eu admiro eles, pelo tanto de coisas que eles já passaram e, o mais importante, que eles me ensinaram.
Então, mais uma vez:
Respeite as pessoas.
Respeite os mais velhos.
E PARE DE SER BABACA!
sexta-feira, 7 de abril de 2017
X-men Origens: Juliana - Parte 1
Inhaí?
Inspirada pela minha procrastinação, decidi contar um pouco sobre minha histórianão que alguém queira saber.
E, junto, refletir um pouco sobre nossos preconceitos e sobre a linda miscigenação que nosso pais tem!
Curiosidade: Você sabia que o Brasil tem um dos passaportes mais valorizados no mercado ilegal? E que isso se deve pelo fato do nosso país não ter uma cara. Ou seja, qualquer um pode se passar por brasileiro!
Então vamos lá!
Lembrando que: Eu não sou geneticista ou qualquer outra coisa do tipo, muito menos especializada em qualquer coisa da área. Então se eu escrever merdacomo sempre, me perdoem.
Minha família nuclear, é formada por: meus pais, minha irmã, e nossos pets: duas gatas e dois dogs.
Então, começando pelo começo: Mom e Dad.
Hoje eles são separados e são até de boa entre eles. e okay. .-.
Não tem por que eu contar toda a treta. Deixa ela lá.
Mas uma coisa boa que eles fizeram foi: EU u.u
Minha irmã: MELHOR PENTELHA QUE EU RESPEITO. E não, eu não sou a mais velha. Mas a pentelha é ela. Eu poderia escrever uma matéria só falando das nossas merdas. E se ela deixar, talvez eu até faça.
Mas o objetivo aqui é falar das origens.
Então vamos lá.
Eu tive a felicidade de conviver com meus 4 avós.
E graças a isso, aprender sobre a história deles e consequentemente, sobre a minha, o que, do seu ponto de vista, pode ser uma bosta. Mas no meu imaginário infantil é legal pra porra.
Começando pelo lado do meu pai:
Obs: O que sei da história dos meus avós paternos foram de quando minha avó ainda não tava com Alzheimer e ela me contava. Outras coisas foi meu pai quem contou.
Minha avó é filha de uma filha de portugueses e um baiano filho de escravos fugidos de uma fazenda de café. Ela é a segunda mais velha de uma penca de irmãos (eu não sei quantos). Ela me contava histórias de que teve uma "vida boa". Estudou em escolas de freiras, fez cursos de costura, culinária, etc.
Meu avô, já falecido, era filho de italianos nascido no brasil. Tinha mais dois irmãos. Minha Tataravó (avó do meu avô) veio de Treviso já com meu bisavô.
Na época deles, eles sofreram MUITO preconceito. Um homem branco com uma mulher negra, por volta de 1957.
Meu pai foi o primeiro filho.
Hoje nós sabemos que devido à heranças genéticas, um casal de negros pode ter um filho branco. Assim como um casal de brancos, podem ter um filho negro. E assim por diante. Meu pai nasceu branco e loiro do olho claro. Meu tio, pardo com o olho castanho.
Uma das histórias que minha avó me contava, era a que eu mais me assustava. Eu ficava: Mas como isso? Eles não podiam fazer isso com você!
Foi de um dia que ela tinha saído com meu pai (ainda de colo) pra ir à padaria, e uma mulher tirou ele dos braços da minha avó, dizendo que ela tava roubando o filho da patroa. No fim, deu até policia.
E, alem disso, meu pai conta as tantas vezes que ele foi suspenso na escola por defender minha avó, já que ele ouvia diversos comentários racistas contra ela, e reagia.
Como já tá muito grande, vou fazer a parte 2.
Que tá aqui >>>>> Parte 2
Até la!
Inspirada pela minha procrastinação, decidi contar um pouco sobre minha história
E, junto, refletir um pouco sobre nossos preconceitos e sobre a linda miscigenação que nosso pais tem!
Curiosidade: Você sabia que o Brasil tem um dos passaportes mais valorizados no mercado ilegal? E que isso se deve pelo fato do nosso país não ter uma cara. Ou seja, qualquer um pode se passar por brasileiro!
Então vamos lá!
Lembrando que: Eu não sou geneticista ou qualquer outra coisa do tipo, muito menos especializada em qualquer coisa da área. Então se eu escrever merda
Minha família nuclear, é formada por: meus pais, minha irmã, e nossos pets: duas gatas e dois dogs.
Então, começando pelo começo: Mom e Dad.
Hoje eles são separados e são até de boa entre eles. e okay. .-.
Não tem por que eu contar toda a treta. Deixa ela lá.
Mas uma coisa boa que eles fizeram foi: EU u.u
Minha irmã: MELHOR PENTELHA QUE EU RESPEITO. E não, eu não sou a mais velha. Mas a pentelha é ela. Eu poderia escrever uma matéria só falando das nossas merdas. E se ela deixar, talvez eu até faça.
Mas o objetivo aqui é falar das origens.
Então vamos lá.
Eu tive a felicidade de conviver com meus 4 avós.
E graças a isso, aprender sobre a história deles e consequentemente, sobre a minha, o que, do seu ponto de vista, pode ser uma bosta. Mas no meu imaginário infantil é legal pra porra.
Começando pelo lado do meu pai:
Obs: O que sei da história dos meus avós paternos foram de quando minha avó ainda não tava com Alzheimer e ela me contava. Outras coisas foi meu pai quem contou.
Minha avó é filha de uma filha de portugueses e um baiano filho de escravos fugidos de uma fazenda de café. Ela é a segunda mais velha de uma penca de irmãos (eu não sei quantos). Ela me contava histórias de que teve uma "vida boa". Estudou em escolas de freiras, fez cursos de costura, culinária, etc.
Meu avô, já falecido, era filho de italianos nascido no brasil. Tinha mais dois irmãos. Minha Tataravó (avó do meu avô) veio de Treviso já com meu bisavô.
Na época deles, eles sofreram MUITO preconceito. Um homem branco com uma mulher negra, por volta de 1957.
Meu pai foi o primeiro filho.
Hoje nós sabemos que devido à heranças genéticas, um casal de negros pode ter um filho branco. Assim como um casal de brancos, podem ter um filho negro. E assim por diante. Meu pai nasceu branco e loiro do olho claro. Meu tio, pardo com o olho castanho.
Uma das histórias que minha avó me contava, era a que eu mais me assustava. Eu ficava: Mas como isso? Eles não podiam fazer isso com você!
Foi de um dia que ela tinha saído com meu pai (ainda de colo) pra ir à padaria, e uma mulher tirou ele dos braços da minha avó, dizendo que ela tava roubando o filho da patroa. No fim, deu até policia.
E, alem disso, meu pai conta as tantas vezes que ele foi suspenso na escola por defender minha avó, já que ele ouvia diversos comentários racistas contra ela, e reagia.
Como já tá muito grande, vou fazer a parte 2.
Que tá aqui >>>>> Parte 2
Até la!
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